15 de Junho, 2025 – Mateus 21 e Atos 21

Mateus 21

A entrada triunfal

1 Quando se aproximaram de Jerusalém e chegaram a Betfagé, junto ao monte das Oliveiras, Jesus enviou dois discípulos,
2 dizendo‑lhes: ― Vão ao povoado que está diante de vocês; logo encontrarão um jumento amarrado, com um jumentinho ao lado. Desamarrem‑nos e os tragam a mim.
3 Se alguém lhes perguntar algo, digam‑lhe que o Senhor precisa deles e em breve os devolverá.
4 Isso aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta:
5 “Digam à Filha de Sião: ‘Eis que o seu Rei vem a você, humilde e montado em um jumento, em um jumentinho, cria de jumenta’ ”.
6 Os discípulos foram e fizeram o que Jesus tinha ordenado.
7 Trouxeram o jumento e o jumentinho, colocaram sobre eles os seus mantos, e sobre eles Jesus montou.
8 Uma grande multidão estendeu os seus mantos pelo caminho, e outros cortavam ramos de árvores e os espalhavam pelo caminho.
9 A multidão que ia adiante dele e os que o seguiam gritavam: “Hosanaao Filho de Davi! “Bendito é o que vem em nome do Senhor! “Hosana nas alturas!”.
10 Quando Jesus entrou em Jerusalém, toda a cidade ficou agitada e perguntava: ― Quem é este?
11 A multidão respondia: ― Este é Jesus, o profeta de Nazaré da Galileia.

Jesus purifica o templo

12 Jesus entrou no templo e expulsou todos os que estavam vendendo e comprando. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas
13 e lhes disse: ― Está escrito: “A minha casa será chamada casa de oração”,mas vocês estão fazendo dela um “covil de ladrões”.
14 Os cegos e os mancos aproximaram‑se dele no templo, e ele os curou.
15 Mas, quando os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei viram as coisas maravilhosas que Jesus fazia e as crianças gritando no templo: “Hosana ao Filho de Davi”, ficaram indignados
16 e lhe perguntaram: ― Não está ouvindo o que estas crianças estão dizendo? Jesus respondeu: ― Sim, vocês nunca leram: “Dos lábios das crianças e dos recém-nascidos suscitaste louvor”?
17 Então, deixando‑os, saiu da cidade e foi para Betânia, onde passou a noite.

Jesus amaldiçoa uma figueira

18 De manhã cedo, quando voltava para a cidade, Jesus teve fome.
19 Ao observar uma figueira à beira do caminho, aproximou‑se dela, mas nada encontrou, a não ser folhas. Então, Jesus disse à figueira: ― Nunca mais dê frutos! Imediatamente, a árvore secou.
20 Ao verem isso, os discípulos ficaram espantados e perguntaram: ― Como a figueira secou tão depressa?
21 Jesus respondeu: ― Em verdade lhes digo que, se vocês tiverem fé e não duvidarem, poderão fazer não somente o que foi feito à figueira, mas também dizer a este monte: “Levante‑se e atire‑se no mar”, e assim será feito.
22 E tudo o que pedirem em oração, se crerem, vocês receberão.

A autoridade de Jesus é questionada

23 Jesus entrou no templo e, enquanto ensinava, aproximaram‑se dele os chefes dos sacerdotes e os líderes religiosos do povo, que lhe perguntaram: ― Com que autoridade você faz estas coisas? Quem lhe deu esta autoridade?
24 Jesus respondeu: ― Eu também farei uma pergunta. Se vocês me responderem, direi com que autoridade faço estas coisas.
25 De onde era o batismo de João? Do céu ou dos homens? Eles discutiam entre si, dizendo: ― Se dissermos: “Do céu”, ele perguntará: “Então, por que vocês não creram nele?”.
26 Mas, se dissermos: “Dos homens”, temos medo do povo, pois todos consideram que João era um profeta.
27 Por isso, responderam a Jesus: ― Não sabemos. Jesus, então, disse: ― Tampouco direi com que autoridade faço estas coisas.

A Parábola dos Dois Filhos

28 ― O que acham? Havia um homem que tinha dois filhos. Chegando ao primeiro, disse: “Filho, vá trabalhar hoje na vinha”.
29 Ele respondeu: “Não quero!”, mas depois mudou de ideia e foi.
30 ― O pai chegou ao outro filho e disse a mesma coisa. Ele respondeu: “Sim, senhor!”, mas não foi.
31 ― Qual dos dois fez a vontade do pai? ― O primeiro — responderam. Jesus lhes disse: ― Em verdade lhes digo que os publicanose as prostitutas estão entrando antes de vocês no reino de Deus.
32 Porque João veio para mostrar o caminho da justiça, e vocês não creram nele, mas os publicanos e as prostitutas creram. Mesmo depois de verem isso, vocês não se arrependeram para crer nele.

A Parábola dos Lavradores

33 ― Ouçam outra parábola: Certo homem, proprietário de terras, plantou uma vinha; colocou uma cerca ao redor dela, cavou um tanque para prensar as uvas e construiu uma torre. Depois, arrendou a vinha a alguns lavradores e foi fazer uma viagem.
34 Quando chegou o tempo da colheita, enviou os seus servos aos lavradores para receber os frutos que lhe pertenciam.
35 ― Os lavradores, agarrando os servos, espancaram um, mataram outro e apedrejaram o terceiro.
36 Então, o dono da vinha enviou‑lhes outros servos em maior número, mas os lavradores os trataram da mesma forma.
37 Por último, enviou‑lhes o seu filho, dizendo: “Eles respeitarão o meu filho”.
38 ― Quando, porém, os lavradores viram o filho, disseram uns aos outros: “Este é o herdeiro. Venham, vamos matá‑lo e tomar a sua herança”.
39 Assim, eles o agarraram, lançaram‑no fora da vinha e o mataram.
40 ― Portanto, quando vier o dono da vinha, o que ele fará àqueles lavradores?
41 Eles responderam: ― Fará que esses perversos tenham um fim terrível e arrendará a vinha a outros lavradores, que lhe deem a sua parte no tempo da colheita.
42 Jesus lhes disse: ― Vocês nunca leram isto nas Escrituras: “A pedra que os construtores rejeitaram tornou‑se a pedra angular. Isso vem do Senhor e é algo maravilhoso para nós”?
43 ― Portanto, eu digo que o reino de Deus será tirado de vocês e entregue a um povo que dê os frutos do reino.
44 Aquele que cair sobre esta pedra será despedaçado, e aquele sobre quem ela cair será reduzido a pó.
45 Quando os chefes dos sacerdotes e os fariseus ouviram as parábolas de Jesus, compreenderam que ele falava a respeito deles.
46 Procuravam um meio de prendê‑lo; no entanto, tinham medo das multidões, pois elas o consideravam profeta.

Atos 21

A caminho de Jerusalém

1 Depois de nos separarmos deles, embarcamos e navegamos diretamente a Cós. No dia seguinte, fomos a Rodes e dali até Pátara.
2 Encontrando um navio que faria a travessia para a Fenícia, embarcamos nele e partimos.
3 Depois de avistarmos Chipre e seguir rumo ao sul, navegamos rumo à Síria. Desembarcamos em Tiro, onde o nosso navio deveria ser descarregado.
4 Encontramos os discípulos dali e ficamos com eles sete dias. Eles, pelo Espírito, recomendavam a Paulo que não fosse a Jerusalém.
5 Quando, porém, terminou o nosso tempo ali, partimos e continuamos a nossa viagem. Todos os discípulos, com as suas mulheres e os seus filhos, nos acompanharam até fora da cidade, e ali na praia nos ajoelhamos e oramos.
6 Depois de nos despedirmos, embarcamos, e eles voltaram para casa.
7 Demos prosseguimento à viagem partindo de Tiro e aportamos em Ptolemaida, onde saudamos os irmãos e passamos um dia com eles.
8 Partindo no dia seguinte, chegamos a Cesareia e ficamos na casa de Filipe, o evangelista, um dos sete.
9 Ele tinha quatro filhas virgens que profetizavam.
10 Depois de passarmos ali vários dias, desceu da Judeia um profeta chamado Ágabo.
11 Este veio ao nosso encontro, tomou o cinto de Paulo e, amarrando as suas próprias mãos e os pés, disse: ― Assim diz o Espírito Santo: “Desta maneira os judeus amarrarão o dono deste cinto em Jerusalém e o entregarão aos gentios”.
12 Quando ouvimos isso, nós e o povo dali pedimos a Paulo que não subisse a Jerusalém.
13 Então, Paulo respondeu: ― Por que vocês estão chorando? Assim vocês partem o meu coração! Estou pronto não apenas para ser amarrado, mas também para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus.
14 Como não pudemos persuadi‑lo, desistimos e dissemos: ― Seja feita a vontade do Senhor.
15 Depois disso, preparamo‑nos e subimos a Jerusalém.
16 Alguns dos discípulos de Cesareia nos acompanharam e nos levaram à casa de Mnasom, onde deveríamos nos hospedar. Ele era natural de Chipre e um dos primeiros discípulos.

A chegada de Paulo a Jerusalém

17 Quando chegamos a Jerusalém, os irmãos nos receberam com alegria.
18 No dia seguinte, Paulo foi conosco encontrar‑se com Tiago, e todos os presbíteros estavam presentes.
19 Paulo os saudou e relatou minuciosamente o que Deus havia feito entre os gentios por meio do seu ministério.
20 Ouvindo isso, eles louvaram a Deus e disseram a Paulo: ― Veja, irmão, quantos milhares de judeus creram, e todos eles são zelosos da lei.
21 Eles foram informados de que você ensina todos os judeus que vivem entre os gentios a se afastarem de Moisés, dizendo‑lhes que não circuncidem os seus filhos nem vivam de acordo com os nossos costumes.
22 Que faremos? Certamente eles saberão que você chegou;
23 portanto, faça o que diremos. Estão conosco quatro homens que fizeram um voto.
24 Participe com esses homens dos rituais de purificação e pague as despesas deles, para que rapem a cabeça. Assim, todos saberão que não é verdade o que falam a seu respeito, mas que você continua vivendo em obediência à lei.
25 Quanto aos gentios convertidos, já lhes escrevemos a nossa decisão de que eles devem abster‑se da comida sacrificada aos ídolos, do sangue, da carne de animais estrangulados e da imoralidade sexual.
26 No dia seguinte, Paulo tomou aqueles homens e purificou‑se com eles. Depois, foi ao templo para declarar o prazo do cumprimento dos dias da purificação e da oferta que seria feita individualmente em favor deles.

A prisão de Paulo

27 Quando já estavam para terminar os sete dias, alguns judeus da província da Ásia, vendo Paulo no templo, agitaram toda a multidão e o agarraram,
28 gritando: ― Israelitas, ajudem‑nos! Este é o homem que, em toda parte, ensina a todos contra o nosso povo, contra a nossa lei e contra este lugar. Além disso, ele introduziu gregos no templo e profanou este lugar santo.
29 Anteriormente, haviam visto o efésio Trófimo na cidade com Paulo e julgaram que Paulo o tinha introduzido no templo.
30 Toda a cidade ficou alvoroçada, e juntou‑se uma multidão. Agarrando Paulo, arrastaram‑no para fora do templo, e imediatamente as portas foram fechadas.
31 Tentando eles matá‑lo, chegaram notícias ao comandante das tropas romanas de que toda a cidade de Jerusalém estava em tumulto.
32 Este reuniu imediatamente alguns oficiais e soldados e correu com eles para o meio da multidão. Quando viram o comandante e os seus soldados, pararam de espancar Paulo.
33 O comandante chegou, prendeu‑o e ordenou que fosse amarrado com duas correntes. Então, perguntou quem era ele e o que tinha feito.
34 Alguns da multidão gritavam uma coisa, e outros gritavam outra. Não conseguindo saber ao certo o que havia acontecido, por causa do tumulto, o comandante ordenou que Paulo fosse levado para a fortaleza.
35 Quando chegou às escadas, a violência do povo era tão grande que ele precisou ser carregado pelos soldados.
36 A multidão que o seguia continuava gritando: ― Acaba com ele!

Paulo se dirige à multidão

37 Quando os soldados estavam para introduzir Paulo na fortaleza, ele perguntou ao comandante: ― Posso dizer‑te algo? ― Você fala grego? — perguntou ele.
38 — Não é você o egípcio que iniciou uma revolta e há algum tempo levou quatro mil assassinos para o deserto?
39 Paulo respondeu: ― Sou judeu, cidadão de Tarso, cidade importante da Cilícia. Permite‑me falar ao povo.
40 Tendo recebido permissão do comandante, Paulo levantou‑se na escadaria e fez sinal com a mão à multidão. Quando todos fizeram silêncio, dirigiu‑se a eles em língua hebraica:

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